Implantes

Hoje, os implantes dentários são uma realidade mundial. Com grande sucesso eles vêm revolucionando positivamente os tratamentos de pacientes que devido à perda ou ausência de dentes necessitam de prótese dentária. Muita pesquisa tem sido feita nessa área e graças a isso os implantes têm se tornado bem mais acessíveis à população. No entanto, é importante se obter informações para um tratamento de qualidade.

Implantes Dentários são nada mais do que dispositivos (parafusos) produzidos a partir do titânio (metal nobre) instalados na arcada para fazer o papel das raízes dos dentes ausentes. Sobre estes parafusos, o dentista constrói uma prótese dental. Existem vários tipos de próteses que podem ser feitas tendo o implante como ponto de sustentação.

Os implantes (parafusos) podem ter várias formas, indicadas caso a caso. O objetivo é buscar uma melhor fixação do implante ao tecido ósseo, o que dependerá boa parte do sucesso do tratamento, visando ainda uma melhor facilidade na construção da prótese.

Geralmente as próteses construídas sobre implante têm melhor estética do que as próteses convencionais. Além disso, do ponto de vista odontológico a prótese feita sobre implantes dentários tem duas grandes vantagens sobre a convencional: evita o desgaste desnecessário de dentes sadios próximos ao local da prótese e pode devolver quase todo o poder de mastigação que o paciente perdeu devido a falta de dentes.

O titânio é utilizado em implantes dentários devido sua capacidade de se "integrar" aos ossos a que são fixados, substituindo as raízes dos dentes e possibilitando que sobre eles sejam construídas as próteses dentais.

A princípio qualquer paciente que necessite de prótese dental pode fazer uso dos implantes dentários, bastando o paciente estar com sua saúde em dia, inclusive a saúde bucal. Em casos de problemas de saúde, é necessário um planejamento adequado para o tratamento.

O que é fundamental para poder se realizar o tratamento com implantes é o fato do paciente possuir boa quantidade e qualidade óssea, pois é no osso que o implante será fixado. A quantidade de osso disponível é determinada por meio de exames prévios. Por isso os exames clínico e radiográfico são fundamentais.

Após a cirurgia de instalação do implante alguns casos permitem que seja realizada a chamada carga imediata, ou seja, a prótese provisória já é construída logo após a fixação do implante. Em outros casos é necessário aguardar um tempo mínimo para que ocorra a osseointegração e depois seja construída a prótese. Geralmente, depois da colocação dos implantes, é necessário aguardar de 4 a 8 meses para se instalar a prótese na arcada superior, e de 3 a 5 meses para a arcada inferior.

A osseointegração nada mais é do que a cicatrização do osso ao redor das roscas do implante, o que permitirá ao osso desempenhar sua função de suportar os esforços mastigatórios. Assim, o tempo mínimo de espera varia de acordo com a qualidade óssea.

Possuímos diferentes tipos ósseos na mesma arcada dentária entre duros e compactos, como porosos e maleáveis. O melhor tipo é o osso misto que equilibra as qualidades do osso compacto e duro com as do osso poroso e maleável. Em casos do paciente não possuir quantidade de osso suficiente existe a possibilidade de se "criar" osso para a colocação do implante.

QUALIDADE ÓSSEA
Quando ocorre a perda de um dente o osso que estava a sua volta começa a atrofiar com o passar do tempo, perdendo massa óssea já que é a raiz do dente que serve de estimulo para a manutenção da integridade óssea. É por isso que no caso da perda de um dente quanto mais rápido for feito o implante melhor será. O parafuso do implante faz o papel da raiz, minimizando o processo de atrofia óssea. Há casos em que, além da perda do dente, também existe perda de substância óssea devido a traumatismos como acidentes, pancadas ou batidas.

Hoje, existem técnicas modernas que permitem a formação do osso para a realização do implante. Uma opção é usar o osso do próprio paciente para preencher o espaço ósseo que está faltando, o chamado enxerto autógeno.

Outra possibilidade é a utilização de osso humano congelado liofilizado, proveniente de banco de ossos, o enxerto homógeno. Nesses bancos de ossos são feitos exames rigorosos para garantir que aquele osso possa ser utilizado, como também é feito o devido tratamento para ser eliminado 99,9% da parte orgânica do osso, ficando somente a estrutura mineral para que não haja rejeição por parte do organismo do paciente. Esta estrutura servirá de suporte para formação de novo osso. Uma das vantagens dessa técnica é que ela poupa o paciente da etapa cirúrgica da remoção de material doador como no enxerto autógeno.

A reabsorção óssea previsível que os enxertos sofrem algum tempo após a cirurgia já pode ser minimizada através da utilização da técnica do plasma humano enriquecido em fatores de crescimento ósseo, realizada conjuntamente com o enxerto. Essa técnica consiste em retirar uma pequena quantidade de sangue do próprio paciente que será processada em um laboratório especializado, obtendo-se o plasma enriquecido em fatores de crescimento ósseo para ser colocado junto com o enxerto a fim de potencializar a neoformação óssea.


PÓS-OPERATÓRIO
Quando se fala em cirurgia a palavra que mais assusta é o pós-operatório já que durante a cirurgia o paciente não sofre nenhum estimulo doloroso devido à eficiência dos anestésicos locais. No entanto, além das medicações que aliviam o quadro do pós-opertório, existem novas tecnologias que tornam o momento pós-cirúrgico menor e muito mais confortável.

Os implantes são fixados na mandíbula ou maxila através de uma cirurgia rápida e simples, sem a necessidade de internação hospitalar ou anestesia geral. Após esta breve estapa cirúrgica o paciente começa a receber o tratamento com laser, para posteriormente repousar em casa.

Convencionalmente, a terapia com laser tem a duração de apenas três dias, tempo suficiente para o paciente e o dentista notarem seus benefícios. A função do laser é atuar em nível celular, estimulando a liberação de substâncias benéficas que melhoram o processo de cicatrização e diminuem o desconforto pós-operatório.

O raio laser também atua na prevenção de processos infecciosos locais, não somente devido a melhora da cicatrização, mas também por destruir qualquer bactéria que, eventualmente, esteja na região operada. A resposta dos tecidos bucais e a melhora no conforto do paciente são realmente incríveis.

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